1 – INTRODUÇÃO

Em atendimento a Res.4557/17, o Conglomerado do Société Générale Brasil (CSGB), composto pelo Banco Société Générale Brasil (BSGB) e pela SG Equipment Finance (SGEF), adotou o gerenciamento integrado de riscos, que consiste em identificar, medir, avaliar, monitorar, controlar e relatar todos os riscos associados às operações no Brasil, através da governança corporativa e de uma abordagem proativa de monitoramento contínuo dos riscos inerentes à estratégia de negócios no Brasil. O principal objetivo é assegurar que os indicadores de riscos estejam dentro dos limites e métricas quantitativas e qualitativas estabelecidas na RAS (“Risk Appetite Statement” ou Declaração de Apetite por Riscos) _ do CSGB, que configuram um elemento fundamental para o cumprimento do planejamento estratégico e orçamentário, de acordo com o tamanho e complexidade das operações.

Riscos associados às atividades do CSGB:

2- GOVERNANÇA DE RISCO

O apetite por risco do CSGB representa o tipo e o nível que se espera correr para atingir os objetivos comerciais e estratégicos, associados às suas atividades.
A Declaração de Apetite por Risco é desenvolvida pelo CSGB, sob liderança do CRO, com contribuição da primeira linha de defesa e dos membros da alta gerência. A definição do apetite por risco começa com a avaliação da capacidade de risco que cada linha de negócio está disposta a correr, aliada ao plano estratégico de negócios e projeções de capital associadas.
A Declaração de Apetite ao Risco é revisada e aprovada pelo Comitê de Riscos ao menos uma vez por ano.
As métricas e alçadas da RAS (Declaração de Apetite por Risco) são monitoradas mensalmente através de dashboards específicos apresentados ao CRO, e em bases trimestrais, aos membros do Comitê de Riscos. Quaisquer excessos são submetidos para o Comitê de Risco, que é composto pela alta Administração do CSGB para análise e definição dos planos de ação. – Organização Gerencial do CSGB.
Gestão integrada de riscos do CSGB segue o modelo de 3 linhas de defesa, que são segregadas em funções específicas e possuem responsabilidades bem definidas, consistentes com a regulamentação local e em linha com a governança de riscos do Société Générale no âmbito global.

PRIMEIRA LINHA DE DEFESA (1LOD)
A Primeira Linha de Defesa é composta pelos colaboradores que realizam atividades que envolvem a tomada de riscos de qualquer natureza (legal, financeiro, regulatório, operacional, imagem e reputação, etc.): originação e negociação (linhas de negócios), funções de suporte incluindo TI, que possuem propriedade e responsabilidade por identificar, mensurar, avaliar, monitorar, gerenciar, controlar e mitigar os riscos.

Os controles operacionais são implantados para assegurar a segregação das funções nos vários níveis de atuação.

SEGUNDA LINHA DE DEFESA (2LOD)
A Segunda linha de defesa atua de forma independente no gerenciamento dos riscos realizado pela 1ª. linha de defesa e é subordinada ao Diretor de Riscos (“CRO”). Possui como principal responsabilidade implantar procedimentos, processos e controles necessários para mitigação dos riscos.

A segunda linha leva a articulação do apetite ao risco através de todas as áreas de extensão relevantes monitora e relata a aderência da primeira linha ao apetite ao risco e limites estabelecidos.

O CSGB supervisiona diretamente o Risco de Crédito, o Risco de Mercado, o Risco de Liquidez, o Risco Operacional, o Risco de Modelo, o Risco de Reputação e o Risco de Estratégia em toda a empresa. Além disso, o ERM é responsável pela supervisão de todas as categorias-chave de risco. O Diretor de Riscos (“CRO”) é amplamente responsável por definir e executar a abordagem do CSGB ao gerenciamento dos riscos e é também responsável pela supervisão independente da segunda linha de defesa através da identificação, mensuração, monitoramento, avaliação, controle e relato de riscos agregados gerados na busca dos objetivos comerciais e estratégicos do CSGB. Como forma de apoio a estas atividades, o Diretor de Riscos (“CRO”) assegura o desenvolvimento e a implementação da estrutura de gerenciamento de riscos e processos, políticas, normas, procedimentos, recursos e controles de apoio relevantes.

TERCEIRA LINHA DE DEFESA (3LOD)
A terceira linha é a auditoria interna do CSGB, que supervisiona de forma independente as atividades realizadas pela 1ª. e 2ª. linhas de defesa e avalia a efetividade dos processos e controles internos implantados para gerenciamento dos riscos.

3- POTENCIAL DE RISCO

3.1 IDENTIFICAÇÃO E AVALIAÇÃO DE RISCO
A identificação efetiva de riscos permite que o CSGB antecipe mudanças em seu perfil de risco e identifique os impactos que suas atividades, operações e serviços possam gerar.

A identificação e a avaliação de risco é conduzida pela primeira, segunda e terceira linhas de defesa através de exercícios de identificação e avaliação de risco periódicos. Particularmente, os processos periódicos permitem ao CSGB identificar os riscos em todas as atividades e asseguram que controles e práticas de gerenciamento de risco sejam usados para garantir que os riscos não ultrapassem os limites estipulados na Declaração de Apetite ao Risco.

3.2 RELATO DE RISCO
O CSGB reconhece que um relato preciso, abrangente e feito a tempo é essencial para um gerenciamento de risco efetivo, bem como para aderência à regulamentação e guia de supervisão adequadas, incluindo os Princípios de Agregação Efetiva de Dados de Risco e Relato de Risco do Comitê de Supervisão Bancária da Basileia.

4- O COMITÊ DE RISCO (CR)

O Comitê de Risco (CR) é um comitê anual designado para revisar e discutir o perfil de risco juntamente com o apetite ao risco, plano estratégico, metas e objetivos do CSGB. Este Comitê consolida e agrega informações ao perfil de risco do CSGB, destacando os riscos atuais e emergentes além das deficiências para gerir esses riscos, incluindo a responsabilidade das informações divulgadas e/ ou encaminhadas por outro comitê.

As atribuições deste comitê: (i) avaliar os níveis de apetite por riscos fixadas na RAS e as estratégias para seu gerenciamento; (ii) supervisionar a atuação e desempenho do CRO; (iii) supervisionar a observância dos termos da RAS; (iv) avaliar o grau de aderência dos processos às políticas estabelecidas; (iv) tomar decisões; (v) assegurar recursos suficientes para gerenciamento de Riscos e Gerenciamento de Capital e; (vi) aprovar as métricas da RAS (Declaração de Apetite por Risco) e a política.

O Comitê é composto, atualmente, por cinco membros.

O comitê auxilia o Conselho Executivo no desempenho de suas responsabilidades de gerenciamento de riscos. Esse comitê é presidido pelo Diretor de Riscos (“CRO”).

Seguindo esses princípios acreditamos que o CSGB supre as exigências da Resolução 4557 do Banco Central do Brasil (BACEN) no que tange a efetividade de prever e evitar qualquer tipo de risco que possa surgir no Conglomerado Prudencial do SG no Brasil.