Define-se como risco de mercado a possibilidade de ocorrência de perdas resultantes da flutuação nos valores de mercado de posições detidas pelo Grupo, incluindo os riscos das operações sujeitas à variação cambial, das taxas de juros, dos preços de ações e dos preços de mercadorias (commodities).

Com base nesta definição e em atendimento às melhores práticas de Gestão de Riscos, o Conglomerado no Brasil conta com um Diretor apontado pelo Conselho de Administração e uma área responsável pela apuração, monitoração e controle destes riscos específicos em cada empresa. Tais áreas são apartadas das unidades de negócio e diretamente subordinadas à área de RISQ/MAR, a MACC NY e ao Comitê de Risco de Mercado de Capitais (CORISQ) na Matriz SG em Paris. Os Diretores e áreas de risco de mercado das empresas no Brasil reúnem-se mensalmente no Comitê de Gestão de Capital, Risco de Liquidez e de Mercado do Grupo, responsável por:

  • Discutir as necessidades de fluxo de caixa do grupo e alternativas de captação de recursos (funding);
  • Tomar decisões relativas às diretrizes para Riscos de Liquidez e Mercado;
  • Acompanhar as exposições ao risco de mercado incorridas pelo Grupo no último período;
  • Acompanhar as decisões tomadas pelos Comitês de cada instituição;
  • Analisar e aprovar a implantação de todos os pontos discutidos durante as reuniões que não estiverem descritos nas políticas de riscos individuais.

O modelo interno utilizado diariamente para mensuração do risco de mercado nas posições da Tesouraria Centralizada é o VaR Histórico com nível de confiança de 99% e horizonte de tempo de 1 dia em cenário real e de estresse e a análise de sensibilidade (DV10) das posições, que mede o efeito na carteira devido ao movimento das curvas de mercado e dos preços. Também são diariamente monitoradas a concentração máxima e/ou valor nominal de determinados instrumentos como títulos públicos, derivativos (futuros, swaps, NDFs etc.) e a maturidade máxima por fator de risco e/ou instrumento, de acordo com os limites e estratégias definidos.

Em cumprimento às regulamentações vigentes, o BSGB também utiliza os métodos de mensuração descritos nos Normativos e Resoluções do Banco Central do Brasil vigentes, que tratam da estrutura do gerenciamento de risco de mercado e da apuração do Patrimônio de Referência Exigido (PRE), e também as Circulares vigentes que tratam da segregação das operações na carteira de negociação (Trading) e classificadas na carteira de não-negociação (Banking), e da apuração das parcelas de risco de mercado do Patrimônio de Referência Exigido (PRE). Esta apuração é executada diariamente, considerando-se separadamente as Carteiras de Negociação (Trading) e Não-Negociação (Banking) e as posições consolidadas de todas as entidades do Conglomerado.

O processo de cálculo das exposições a risco de mercado e liquidez da Tesouraria Centralizada utiliza sistema adquirido no mercado local, alimentado com a base de dados única e central. Adicionalmente, para produtos já migrados, sistemas globais são utilizados para cálculo das métricas de risco de mercado. As informações alimentadas são diariamente reconciliadas pela divisão de product control, os valores calculados pelo sistema são periodicamente testados por confrontação. Para o cálculo da exposição consolidada no modelo regulatório o sistema adquirido no mercado local é utilizado, alimentado com a base de dados única e central, e são acrescidos os dados provenientes de base de dados central das demais empresas do Conglomerado.

A área de risco de mercado tem cadeira no comitê de novos produtos para avaliação prévia dos riscos inerentes a novas atividades e produtos e adequação dos procedimentos e controles adotados pela instituição.

O conselho de administração se responsabiliza pelas informações a respeito da estrutura de gerenciamento de risco de mercado aqui apresentadas.