GERENCIAMENTO DE RISCOS DE CRÉDITO

 O principal objetivo da gestão de risco de crédito é contribuir para as atividades das áreas de negócio otimizando a rentabilidade global, ajustado ao risco, e assegurar a sustentabilidade do Grupo, definindo o estabelecimento de um sistema adequado para controle de riscos.

Ainda que as condições de crédito em mercados atendidos pelo SG possam variar conforme os ciclos de negócios, certos princípios da política de risco de crédito se aplicam em todas as circunstâncias de forma ininterrupta:

  • Buscamos continuar nossa tradição de excelência e integridade em todas as nossas negociações. Nossa reputação é nosso patrimônio mais importante, o qual deve ser preservado.
  • Esperamos que nossos clientes demonstrem qualidade semelhante de integridade e responsabilidade.
  • Faremos negócios apenas com as contrapartes cujos objetivos e condutas sejam legítimas e éticas.
  • Esperamos que nossos clientes demonstrem qualidade semelhante de integridade e responsabilidade.
  • Faremos negócios apenas com as contrapartes cujos objetivos e condutas sejam legítimas e éticas.
  • Não ampliaremos o crédito com condições preferenciais a nenhum indivíduo e nenhuma entidade detentora de uma parcela significativa de capital ou que exerça um controle significativo sobre o Grupo SG.
  • Manteremos uma Política de Risco de Crédito que se destine a respaldar os objetivos comerciais do SGB, ao mesmo tempo preservando a integridade fundamental do risco de crédito dos negócios com os quais nos envolvemos.

Em linha com as melhores práticas, o gerenciamento de Risco de Crédito do Consolidado é um processo contínuo e evolutivo do mapeamento, da aferição e do diagnóstico dos modelos, dos instrumentos, das políticas e dos procedimentos vigentes, exigindo alto grau de disciplina e controle nas análises das operações efetuadas, preservando a integridade e a independência dos processos. Seu objetivo é a maximização do retorno face ao risco oferecido, desde que cumprida a estratégia definida pela matriz do Grupo em Paris e descrita em nossa política.

As políticas observam cuidados relacionados à análise da capacidade de pagamento do tomador, além de levar em conta parâmetros de concentração, concessão, exigência de garantias e prazos que não comprometam a qualidade esperada da carteira.

A exposição ao risco de crédito e processo decisório são controlados e avaliados no nível das respectivas carteiras – Atacado, Varejo e Arrendamento Mercantil. A gestão do risco de crédito está sujeita a um comitê Grupo de Gestão de Risco de Crédito, subordinado ao Comitê de Auditoria no Brasil. Dentre os fatores internos avaliados, podem ser destacados o rating de concessão de crédito, apurados através de instrumentos de análise e decisão, os índices de perdas esperadas, as taxas de retorno de cada produto, a qualidade da carteira e o capital econômico alocado.

O modelo global do banco é monitorado pelo Regulador francês, estando em conformidade com os requisitos do Acordo de Basiléia II. Além disto, existe a confrontação do rating proposto com o rating atribuído pelas agências externas e a análise julgamental que também leva em consideração aspectos setorial antes da atribuição final do rating. Os responsáveis pela atribuição e gestão de risco de crédito no Brasil atuam independentemente e reportam-se a áreas especializadas na Matriz.

No Varejo (operações realizadas por Cacique e Pecúnia) os limites são estabelecidos através de um modulo de decisão que inclui um credit scoring determinado por metodologia estatística (podendo haver utilização de ratings internos ou externos, ou, ainda, cruzamento de ambas as variáveis) devidamente, parametrizado em sistema de concessão e decisão, o que reflete conjuntos de procedimentos determinados pela política de crédito e alçadas específicas, controles e/ ou confirmações. Os modelos de score e seu grau de eficiência são continuamente acompanhados e ajustados objetivando a maximização do retorno do capital.

As operações de Arrendamento Mercantil (sob responsabilidade da SG Equipment Finance S/A Arrendamento Mercantil) são concedidas após apreciação de cada operação pelo Comitê de Crédito específico com base em avaliações quantitativas e qualitativas feitas em modelos próprios para cada empresa pretendente de operação de arrendamento mercantil no âmbito de grupo econômico. As decisões são tomadas por unanimidade de opiniões, cabendo direito de veto exclusivamente à Superintendência da SGEF. O Brasil conta com uma alçada para aprovação das operações de acordo com matriz de prazos e valores e que cobre parte significativa das operações. Excedida a alçada local, as operações são submetidas à aprovação da área de riscos da matriz em Paris.

No Atacado, os limites são estabelecidos após análise detalhada da contraparte e da estrutura da operação. Os critérios utilizados envolvem uma avaliação ampla dos riscos apresentados, dos níveis de concentração atingidos e dos fundamentos lógicos da solicitação. A alçada para aprovação de crédito é centralizada em uma unidade independente da área de negócio, responsável por monitoração de risco do conglomerado.

Políticas de hedge e de mitigação de risco, sempre que possível e em especial em operações de longo prazo, o SG deve negociar a inclusão de um pacote de segurança com a contraparte como forma de reduzir ou atenuar os riscos gerados pela exposição de crédito. Em algumas ocasiões, uma estrutura diferente de negócios ou uma redação mais forte de contrato de crédito já podem ser eficazes para atenuar os riscos.

Há vários níveis de mitigadores de risco, que variam desde garantias (a mais forte) a cartas de conforto (a mais frágil). A título de política geral de crédito, os mitigadores de risco nunca devem constituir a fonte primária para a concessão de crédito. A transação de crédito subjacente sempre deve demonstrar um fundamento lógico econômico e viabilidade independente da necessidade de confirmar em terceiros para suporte ao crédito. A intenção dos mitigadores de risco é agir como um amortecedor no caso de uma fonte primária de repagamento ser insuficiente para pagar o valor principal e/ou de juros de acordo com os termos e condições especificados na documentação.

Risco de crédito de contraparte e instrumentos mitigadores

As metodologias de definição de risco de crédito de contraparte são específicas para as diferentes carteiras, de acordo com suas características. Da mesma forma, as ferramentas utilizadas são compatíveis com o perfil das carteiras. No Atacado, a ferramenta Starweb gera diferentes métodos de cálculo para avaliar a classificação dependendo da dimensão da empresa (mensurada pelo valor de faturamento anual), país de origem e tipo de devedor.

No Varejo, o nível de risco é estabelecido no momento da concessão do crédito através de credit score determinado por metodologia estatística interna ou externa. Após o financiamento e para fins de provisionamento, o nível de risco é determinado pela classificação de rating em razão do atraso (dias de atraso) no próprio produto e pelo “contágio” quando o cliente possuir mais do que um produto conforme a resolução BACEN 2.682.

A metodologia aplicada à carteira de arrendamento mercantil leva em conta as características particulares deste segmento, em especial o fato de o principal colateral da operação ser o próprio bem objeto da transação, que permanece sob propriedade da arrendadora, ficando a contraparte com a posse precária do mesmo.

O monitoramento da concentração das exposições ao risco de crédito de contraparte é feito para todo o Grupo SG, em nível mundial, pelo Grupo de Gerenciamento de Crédito Global e Recursos Escassos (SCR) – sediado na Matriz, que possui autoridade para gerenciar concentrações excessivas e para reequilibrar a carteira através de compra e venda de instrumentos de mercado como Swaps de Crédito Inadimplente (“CDS”) e índices de CDS bem como através da venda de ativos.

SCR utiliza-se da ferramenta DECLICC na análise de concentração e rentabilidade de crédito. DECLICC se destina a refletir a disposição ideal de risco. Na maioria das circunstâncias, a exposição a um cliente normal é limitada a 1,0 x “exposição ideal”, de forma a aperfeiçoar os retornos de capital ao forçar o cumprimento de um nível desejado de diversificação. Exposições de até 2,5 x são permitidas para relacionamentos excepcionais conforme condições definidas na Política.

Métodos e políticas para assegurar a eficácia das garantias e definir provisões mínimas

Há três métodos de classificação através dos quais as contrapartes podem ser classificadas no SG: os métodos Clássicos, de Julgamento de Especialista e Derivado. Em todos os casos, os usuários devem especificar no Starweb qual método foi utilizado para classificar a contraparte:

  • Método Clássico de Classificação (PNC): o PNC deve ser escolhido se pelo menos um modelo, seja este o Econômico, o Financeiro ou o Suporte de Controladora, for utilizado para designar uma Classificação de Devedor. Não obstante qualquer modificação subseqüente das classificações obtidas através dos modelos, os usuários ainda devem especificar o PNC como o método adotado nestes casos.
  • Método de Classificação por Julgamento de Especialista (PNE): este processo deve ser escolhido quando nenhum modelo (nem o Econômico, nem o Financeiro e nem o de Suporte de Controladora) é utilizado para designar uma Classificação de Devedor. A designação destas classificações pode ser baseada em classificações externas por correspondência às classificações do SG.

Procedimento Derivado de Classificação (PND): PND é um processo pelo qual as classificações de subsidiárias de grupos corporativos e bancários são “derivados” – sob certas condições – das da sociedade controladora. Este método acelera e simplifica o desenvolvimento de classificações internas por se fiarem essencialmente na natureza de vínculos jurídicos, econômicos e financeiros entre as subsidiárias e as sociedades controladoras. De acordo com o guia de PND, a classificação da subsidiária pode ser igual à da sociedade controladora. A classificação derivada atribuída a uma subsidiária localizada em um país de alto risco não poderá exceder a classificação atribuída àquele determinado país por RISQ/CFI.  

A classificação acima possuiu correspondência com a tabela de ratings do BACEN e ainda está sujeita a Resolução 2682 do BACEN em relação a atrasos. Desta maneira, a constituição de provisões reflete o risco do cliente após análise detalhada descrita acima e também os atrasos das operações.

Em relação a garantias reais, o BSGB possui as seguintes diretrizes para revisões:

Imagem Risco de Credito

No âmbito geral, a Política determina que as garantias nunca devam constituir a fonte primária de retorno de capital. A transação de crédito subjacente sempre deve demonstrar um fundamento lógico econômico e viabilidade independente da necessidade de confirmar em terceiros para suporte ao crédito. A intenção das garantias é agir como um amortecedor no caso de uma fonte primária de repagamento ser insuficiente para pagar o valor principal e/ou de juros de acordo com os termos e condições especificados na documentação.

No Atacado, todas as garantias, acordos de auxílio e cartas de conforto são revisados de forma independente – pelo Responsável pelo Departamento Legal ou por um advogado autorizado – para garantir que as providências beneficiem o SG até onde for desejado.

Nas operações de arrendamento mercantil, a garantia é usualmente o bem objeto do arrendamento. O valor de mercado dos bens arrendados é calculado por meio de modelos matemáticos próprios, que levam em conta a combinação do seu valor de mercado, fundamentados em pesquisas específicas de preços dos bens, ou tabelas de preço de equipamentos novos e usados dos próprios fabricantes (vendors) ou de modelagens de preços da matriz, e que são influenciados pelo valor da depreciação dos bens decorrente do seu uso normal, e o valor do saldo devedor atualizado a cada momento durante a vida útil da operação até seu vencimento final. Não raro, as operações de arrendamento envolvem equipamentos fabricados por encomenda, visando a utilização em fins específicos, e que não tenham muitas unidades comercializadas no país, o que implica na utilização de modelos de curvas de mercado definidos pela casa matriz, as quais são sensibilizadas por parâmetros conservadores para a definição.

Todas as provisões atendem minimamente ao requerido na Resolução 2682/99 no que se refere ao fluxo de pagamento.

O conselho de administração se responsabiliza pelas informações a respeito da estrutura de gerenciamento de risco de crédito aqui apresentadas.