Define-se risco de liquidez como a possibilidade de a instituição não ser capaz de honrar eficientemente suas obrigações – esperadas e inesperadas, correntes e futuras, inclusive as decorrentes de vinculação de garantias – sem afetar suas operações diárias e sem incorrer em perdas significativas. Também é considerado risco de liquidez a possibilidade de a instituição não conseguir negociar a preço de mercado uma posição – seja devido ao seu tamanho elevado em razão de alguma descontinuidade no mercado. O gerenciamento do risco de liquidez tem por objetivo controlar os diferentes descasamentos dos prazos de liquidação de direitos e obrigações, assim como a liquidez dos instrumentos financeiros utilizados na gestão das operações.

A atividade de gerenciamento do risco de liquidez no Grupo é feita de forma descentralizada em cada empresa integrante do Conglomerado, governada pela Política de Gerenciamento de Risco de Liquidez (Política) e subordinada ao Comitê de Gestão de Capital, Risco de Liquidez e de Mercado Grupo (Comitê), que se reúne mensalmente e conta com a participação da Diretoria.

A Política, revista no mínimo anualmente, documenta formalmente as responsabilidades, requerimentos, estratégias e diretrizes relativas ao risco de liquidez; desde sua formalização, todas as modificações são aprovadas pelo Comitê, que conta com a participação da Diretoria.

A definição, aprovação e revisão dos parâmetros e indicadores utilizados no controle do risco de liquidez são baseadas em análises históricas e aprovados pelo Comitê. O risco de liquidez é monitorado diariamente através da elaboração diária de relatórios gerenciais que visam:

1.    Mensurar o colchão de liquidez da instituição e verificar a adequação do caixa atual do SG com o valor de Caixa Mínimo aprovado pelo Comitê de Riscos;

2.    Apresentar o fluxo de descasamentos entre pagamentos e recebimentos da instituição além de demonstrar os resultados de simulações para o fluxo de caixa do banco utilizando cenários de estresse que são institucionalmente conhecidos e foram aprovados pelo Comitê de Riscos de Mercado e Liquidez;

3.    Analisar de forma detalhada as captações locais por instrumento, vencimento e contraparte, de modo a evitar concentração nesses itens;

4.    Segregar os ativos e passivos por moeda.

O BSGB utiliza sistema adquirido no mercado local que calcula os valores do fluxo de caixa de cada operação, segrega esses valores por fator de risco além de aplicar os cenários de estresse para obtenção dos fluxos de caixa estressados. Os cenários de estresse são definidos em Comitê e revisados no mínimo anualmente ou caso um choque no mercado altere significativamente as condições de trabalho.

Mensalmente as áreas de risco de mercado e controladoria são responsáveis por atualizar os valores de dois indicadores de liquidez e apresentá-los no Comitê de Riscos de Mercado e Liquidez, sendo estes:

“Índice contábil de Ativos e Passivos” – este índice mostra em que extensão os ativos líquidos do SG estão imediatamente disponíveis para cobrir captações voláteis e inseguras.

“Índice de qualidade dos passivos” – evidencia a estabilidade da captação através da classificação das operações passivas em parcelas – “porção estável”, “porção de estabilidade relativa” e “porção volátil”, de acordo com a possibilidade de ocorrência de resgate antecipado – total ou parcial – e a análise da proporção entre as parcelas.

Também é  monitorada a concentração nos instrumentos futuros negociados na BM&F com relação ao total de contratos, concentração de captação e de aplicação por cliente, segmento e produto. Estes relatórios são emitidos em base diária e são de responsabilidade do departamento de MACC.

A confiabilidade das informações utilizadas no monitoramento dos riscos de liquidez é assegurada por conciliações automáticas diárias entre:

•        os sistemas back-office e a base de dados que alimenta o sistema de risco;

•        os sistemas back-office e o sistema legado;

•        a base de dados que alimenta o sistema de risco e o sistema legado.

 B.    Plano de Contingência

O plano de contingência do Conglomerado está formalizado na Política e prevê:

•        Captações junto à Matriz (Société Générale Paris);

•        Venda de carteira ativa de CDIs;

•        Utilização de Fiança em substituição aos Títulos vinculados como margem na BM&F;

•        Zeragem total e/ou parcial de posições direcionais;

•        Venda e/ou zeragem das posições de clientes

•        Redução nos níveis novas concessões de crédito.